Palestra - IBM0324 - 2026.2
“The twenty-first century is the age of the applied economist.”
— Backhouse & Cherrier (2017)
1: Prêmio anual agraciado pela American Economic Association para “um economista com menos de 40 anos que tenha apresentado contribuições significativas para área de economia”. Preditor do Nobel.
Vence o programa da Cowles Commission: a teoria de agentes otimizadores gera hipóteses, e a econometria as testa
A teoria passa a ser “o núcleo comum” da profissão
Controvérsia marginalista: Lester (1946) apresenta evidências contrárias às previsões da teoria sobre salário mínimo e emprego
Leontief (1971): a base empírica é frágil e cresce devagar demais para sustentar uma superestrutura teórica especulativa
“… we don’t take empirical work seriously in economics.”
— Leamer, citado por Card (2022)
Segundo Card (2022):
Na macro, a tentativa de ganho de credibilidade veio por outro caminho:
Desde os anos 2010, a variação regional e entre firmas passou a fazer parte da caixa de ferramentas da macro.
Crédito: firmas cujos bancos foram mais atingidos em 2008–09 cortaram mais empregos (Chodorow-Reich, 2014)
Política fiscal: multiplicadores estimados comparando regiões que receberam mais ou menos gasto (Nakamura & Steinsson, 2014; Chodorow-Reich, 2019)
Desafio: um efeito regional não é o efeito agregado (Chodorow-Reich, 2020)
Segundo Backhouse & Cherrier (2017), não foi só uma questão de técnicas:
Computadores e dados: foram necessários, mas não suficientes
Patronos e clientes: a Guerra à Pobreza, a desregulamentação, a análise de custo-benefício, o Banco Mundial e a NSF moldaram o que se entendia por economia aplicada
A teoria não morreu: ela mudou de papel, e surge a “teoria aplicada”, com modelos feitos para problemas específicos
A virada se deu de forma diferente em cada área
| Tipo de pergunta | Exemplo | Abordagem adequada |
|---|---|---|
| Descritiva: o que acontece? | Como evoluiu a informalidade no Brasil? | Medição cuidadosa, comparação entre grupos e períodos |
| Causal: qual é o efeito de X sobre Y? | O Bolsa Família afeta a frequência escolar? | Desenho de pesquisa (RCT, DiD, RDD, IV) |
| Mecanismos e contrafactuais: por quê? E se? | O que aconteceria com um salário mínimo 50% maior? | Modelos estruturais, simulação |
| Previsão: o que vai acontecer? | Qual será a inflação no próximo trimestre? | Séries temporais, machine learning |
Scale: Não · Sim
Gentzkow & Shapiro (2014) Code and Data for the Social Sciences: empresas bilionárias vivem de resolver esse problema, vale aprender como os especialistas fazem
Regras:
Por que não trabalhar “no clique”?
Replicabilidade: sem registro dos passos, não existe uma definição oficial do que são os números do trabalho
Eficiência: cada mudança obriga a refazer todos os passos à mão, e você vai rodar cada etapa muito mais vezes do que imagina
run_all.R. Se tudo voltar igual, o trabalho é reprodutívelRegras:
limpa_dados_0221_jms.R) dá trabalho e gera confusão: qual versão produziu qual resultado?Regras:
Regras:
Paul Goldsmith-Pinkham (Yale)
Série Claude Code for Applied Economists (Markus’ Academy, 2026), com vídeos e notas detalhadas: markusacademy.substack.com/p/claude-code-for-applied-economists
Using AI in Household Finance Research: A Practical Guide (NBER Summer Institute, 2026): nber.org/research/videos/…
Scott Cunningham (Baylor), autor de Causal Inference: The Mixtape
Série Claude Code no Substack, escrita para cientistas sociais e não para programadores: causalinf.substack.com/s/claude-code
The Mixtape - Youtube: The Odd Couple Season



Passados alguns meses, Pedro fez esta postagem no Linkedin alertando para necessidade de conhecimento técnico no uso de IA.

Scott Cunningham fez uma postagem muito similar apontando como IA produz diversos resultados incorretos e ressaltando a necessidade de conhecimento técnico.

O uso de celulares e computadores durante as aulas expositivas não é permitido.